CRÔNICA – FUTEBOL DE SÍTIO

Nessa minha interminável vida de boleiro, eu já corri atrás da bola em lugares que até Deus duvida que existam. Em doses homeopáticas (para não cansar vocês) estarei trazendo algumas dessas passagens curiosas.

Resultado de imagem para futebol de sitio

De todos esses lugares, nenhum deles me fascinaram mais do que quando atuava contra as equipes da zona rural. Nesse tempo além conhecer o pessoal dos lugares que íamos, principalmente as moças, claro, pude também conhecer vários costumes, crendices e outras peculiaridades do pessoal de cada um desses lugares, sem contar as belas paisagens que íamos apreciando ao longo das viagens.

Lembro – me, era muito legal poder disputar um jogo pra lá de encardido, pois o pessoal dos sítios jamais admitiam perder para o “os caras da cidade”, tendo às vezes a disputa saindo das quatro linhas do gramado e parando muitas vezes no bambuzal mais próximo, em um autêntico “salvem-se quem puder”. Quantas vezes, era bem legal!

A estação de embarque para essas aventuras era no Antigo Mercadão da Aimorés com Tabajaras sempre aos domingos, após o almoço.

Perto das treze horas já era possível ver o aglomerado de boleiros reunidos numa resenha infernal à espera do “caminhão”, todos de mochilinhas nas costas e chinelo havaiana surrado.

Quando o caminhão aparecia lá na esquina da Caetés com a Aimorés a alegria era geral, significava que se chegássemos ao sítio iria ter jogo, (isso ia depender do “estado” do motorista, pois essa condição era imprescindível para uma viagem tranquila).

Em poucos segundos estávamos todos “empulerados” em cima da carroceria ou caçamba, isso dependia muito do acerto financeiro do dono do time.
Só a questão de estarmos em cima do caminhão já era garantia que o domingo iria ser bem divertido.

Isso ocorreu lá pela segunda metade dos anos 80, o ano em que a charrete perdeu o condutor!

 

Publicado em CRÔNICAS | Marcado com , , , , , | 1 Comentário

VÍCIO POUCO É BOBAGEM – ALÉM FUTEBOL CLUBE

Um pequeno grupo de apaixonados por futebol de Manaus (AM) joga em qualquer lugar ligeiramente plano.

E quando digo em qualquer lugar, é qualquer lugar mesmo.

Pegando um gancho na foto acima em que os meninos brincam tranquilamente entre os túmulos, lembro-me de um campo de futebol que tínhamos aqui em Tupã (SP) nos anos 80, chamado de BEIRA COVA, onde é hoje o valorizado bairro Tupã Mirim.

O BEIRA COVA tinha esse nome (não oficial), pois uma de suas  laterais era paralela exatamente junto ao muro de um dos  cemitérios da cidade, o CEMITÉRIO DA SAUDADE.
Outra peculiaridade do Beira Cova com o cemitério era que o campo não tinha grama, sendo de terra batida (terrão vermelho).
Um glamour só!

Eu disputei muitas partidas naquele misterioso campo, uma que me marcou bastante foi quando jogamos debaixo de uma chuva danada. Pensem só, um campo de terra vermelha + chuva = jogadores todos em lama, para quem gostava de lama era um prato cheio, minha mãe não gostava, me chamava de tatu, toda vem em que eu ia jogar lá.

Em uma das vezes, só pra variar, desde daquele tempo meu chute já não era lá essas coisas, e em um dos chutes a bola caiu dentro do cemitério. Rapidamente pulei o muro para buscá-la, pois era a máxima da pelada, ” quem chuta fora busca”. Ao adentrar o “campo santo” vi um velhinho fumando um cigarro de palha encostado em uma sepultura.
Ao me ver, disse ele: Tá vendo? Hoje tem bastante torcida….
Olhei rapidamente para todos os lados do campo e não vi ninguém, além do jogadores em campo me esperando ansiosos pela volta da bola,
Quando voltei meu olhar de novo para o velhinho, surpresa, ela não estava mais lá!

Confesso que no calor do jogo em que eu estava, nem me dei conta daquilo, continuei o jogo na mais normalidade possível.

Algum tempo depois procurei saber com pessoas de mais idade que frequentavam o campo sobre detalhes do ocorrido. Fiquei sabendo que existiam histórias de que quando tinham jogos no Beira Cova, a platéia era formada pela população do cemitério. Principalmente pelos ex boleiros, que ficavam sentados no muro assistindo aos jogos e “cornetando” os boleiros.

Ouvi também que certa vez quando a bola caiu lá dentro, ela imediatamente retornou, seguida de um resmungo, mas isso não posso dizer se foi “verdade”, pois nesse dia eu não estava lá!

 Sinistro né?

Publicado em CURIOSIDADES | 2 Comentários

BEIRA BREJO FC – CAMPO COM LIGEIRA INCLINAÇÃO

 

A equipe dos Veteranos Pernas de Pau recebeu um convite para atuar neste campo, mas devido a alguns atletas terem a famosa “labirintite”, resolvemos não aceitar o convite.
O mais interessante foi que uma empresa de “FUNERÁRIA” se propôs a custear nossa viagem até esse campo.
Porquê será hein?

Publicado em DIÁRIO | Marcado com | 13 Comentários