CRÔNICA – UM COVARDE “PUM” SILENCIOSO

Por:
Paulinho-PC

Lá pela segunda metade dos anos noventa, tínhamos e ainda temos um antigo associado de nome Ciro, que reside na cidade de Dourados (MS). Através do Ciro, eram tratados alguns amistosos do Perna de Pau com equipes daquela região de fronteira.

Nessa época eu não fazia parte do Perna de Pau, mas devido ser funcionário do Massagato, sempre estava ligado aos acontecimentos, e claro convidado pelo Massa estava em todos, sem pagar nada, o Massa pagava.

Lembro que pegávamos o “Pulgueiro”, brincadeira, o ônibus né rsrsrsrs, ali em frente o Bradesco, na Avenida Tamoios e seguíamos rumo a Ponta Porã (MS), sei que era uma verdadeira zona (zuação viu) durante a viagem.

Chegando lá, nós disputávamos dois amistosos previamente acertados, no sábado à tarde em Ponta Porã e no domingo pela manhãem Pedro Juan Caballero, todos regados a suculentos churrascos no final.

Numa dessas idas e vindas, uma vez, antes de irmos disputar o amistoso marcado no domingo pela manhã, fomos fazer compras, porque ninguém é de ferro né? Ir lá no Paraguai e não trazer nenhuma muambinha é o fim né?

Pois bem, compramos “um pouquinho” de coisas e vínhamos todos faceiros pelas ruas de Pedro Juan, de repente eis que cai um dilúvio, o tempo já estava propício para tal.

Receosos em buscar refúgio em alguma loja, pois estávamos com as “compras” nas mãos, fomos para baixo de uma marquise em uma esquina.

Lembro que estava eu (Paulinho), o Massagato, Tokuya (Irmão do Massa), o Corro e outros dois que agora não consigo lembrar quem eram. Até ai tudo bem, chovia torrencialmente, e as ruas estavam parecendo verdadeiros rios, confesso que estava ficando com medo.

 

Mas,,,,, eis que para nossa surpresa aparece do meio daquele temporal uma linda moça paraguaia, toda ensopada (de água), e educadamente nos solicita um espaço embaixo da marquise, sem pestanejar fomos logo nos espremendo para dar abrigo àquela apaixonante jovem.

Após isso, alguns minutos de silêncio mortal passaram-se entre nós, até que repentinamente um membro do bando sai inexplicavelmente e em alguns segundos desaparece no meio do temporal.

Nós ficamos um olhando para outro, sem entender o que ocorrera com o “amigo”, mas não demorou muito tempo para entendermos o fatídico evento. Um fedor insuportável tomou conta do ambiente, era o típico fedor de um PUM que anunciava que a locomotiva de merda estava de saída. Explicando assim a desabalada carreira em que o “amigo da onça” teria se retirado do local.

E agora? Ficar ali não dava o pessoal não pensou duas vezes e foram buscar outro lugar para refugiar-se, agora da chuva e do maldito PUM.

Lembram da jovencita paraguaia?

Ela estava com tanto frio devido estar toda molhada, que acredito, nem sentiu o cheiro de enxofre alcoólico que fazia no momento. Sem entender nada, estava estática olhando a movimentação do pessoal, que desesperadamente procuravam fugir daquele cheiro de carniça insuportável. Olha, o dono deste PUM pode rezar para a alma, porque a carcaça dele já apodreceu.

Resolvi ficar por ali mesmo, achei chato deixar a moça sozinha. Após alguns minutos ela não aguentou e perguntou o porquê do pessoal ter saído daquele modo….

Nesse momento então percebi que ela não tinha sentido os efeitos do peido do filho da p…, então disse a ela que aquilo era normal, era apenas uma questão de acomodação

Agora, eu contei o milagre, o santo eu deixo para vocês descobrirem.

Abraço a todos

Paulinho-PC

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2 respostas para CRÔNICA – UM COVARDE “PUM” SILENCIOSO

  1. Vixi !!! La chica india paraguia debe tener pensado que todos los brasileños eran locas, locas!

  2. PAULINHO disse:

    Lá chica linda uai

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