HISTÓRIAS DO FUTEBOL: PIERLUIGI COLLINA, O GRANDE ÁRBITRO

 Provavelmente o único árbitro a deixar saudades no mundo do futebol.

A profissão de árbitro de futebol é bem ingrata. Em 99,99% das vezes, o juiz é um jogador frustrado por não ter habilidade para jogar em nenhuma posição, mas para não abandonar o esporte, acaba se submetendo ao serviço de ser o “mediador” de partidas. Mais até do que o goleiro, quase sempre é responsabilizado por derrotas ao lado de seus fiéis escudeiros: os bandeirinhas. Xingados, humilhados, perseguidos, os aficionados só se lembram do nome desses cidadãos quando cometem algum erro crasso contra sua equipe. Mas um, provavelmente o único que conseguiu (e talvez o único que CONSEGUIRÁ) deixar saudades foi um excêntrico italiano chamado Pierluigi Collina.

Torcedor da Lázio, mas fanático por BASQUETE, jogava futebol por mera diversão em um clube pequeno de Bologna, sua cidade natal. Mesmo sem ter cogitado jogar profissionalmente, teve de encerrar a curtíssima carreira amadora devido a uma lesão no tornozelo. A partir disso, para não abandonar o clube e os companheiros, passou a ajudar o técnico arbitrando os treinos da equipe. Sua nova função lhe rendeu a oportunidade de participar de partidas amadoras, para logo em seguida iniciar o curso de arbitragem. E tudo isso com apenas 17 anos!

Sua alopécia (doença que faz os pelos e cabelos de uma determinada parte ou de todo o corpo cair) diagnosticada no começo dos anos 90 lhe garantiram seu famoso visual “assustador” que todos conhecem, mas que se tornou notável após 1995, quando ganhou seu distintivo FIFA, que lhe dava a oportunidade de apitar jogos internacionais.

Em sua extensa lista, as finais das Olimpíadas de 1996 entre Argentina x Nigéria, Bayern de Munique x Manchester United pela Liga dos Campeões de 98/99 e a Copa de 2002 entre Brasil x Alemanha, são sem dúvidas as de maior destaque. Todas executadas de maneira impecável.

Ninguém consegue imaginar outro árbitro que tenha mostrado tanto carisma e imposto tanto respeito. Respeito tal que em 2005, ano de sua aposentadoria oficial (todos os árbitros devem se aposentar aos 45 anos de idade), a Federação Italiana de Futebol contrariou todas as regras e lhe pediu para que atuasse por mais um ano. E os mesmos respeito e carisma, hoje, lhe renderam o cargo de chefia do comitê de árbitros da UEFA.

Chega a ser curioso. Em um meio que costuma crucificar seus mediadores em campo, entre os tantos que já passaram pela função, manchando-a muitas vezes, ele se tornou o único que jamais foi chamado de ladrão.

E sem dúvida alguma, ele é o único entre a classe cuja mãe jamais foi ou será xingada.

Frase DELE: 

 – “O futebol não é um esporte perfeito. Não entendo porque querem que os árbitros sejam.” –Sobre o porquê de odiarem tanto os juízes de futebol.

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